Bailarinas e intervenção urbana

Amamos street art e intervenções! Esse trabalho dos brasileiros Louise Chin e Ignácio Aronovich, da Lost Art, é da série “La Danse du Chaos”. No projeto “On the Wall” eles espalharam por São Paulo bailarinas em diversas posições- elas interagem e integram-se ao cenário urbano. É o tipo de coisa que faz a pessoa, que está todo dia tão acostumada com aquela rotina, parar e pensar. Uma ideia aparentemente simples, mas que traz um efeito positivo no universo em que foi colocada. 

Por Ana Clara Montez


Entendendo a Juilliard School

Estava lendo a última edição da Pointé Magazine e vi um anúncio da Juilliard chamando para as inscrições de 2012. Toda vez que eu ouço o nome Juilliard parece que ele vem acompanhado de uma aura mágica. Quem não se lembra do filme No balanço do amor, em que a personagem faz duas audições para entrar na escola, que é, como posso dizer, o paraíso de uma bailarina na terra? Pesquisei mais sobre a faculdade e separei as informações mais importantes.

Frente da Juilliard School, no Licoln Center, em Nova York 

A Juilliard School nasceu em 1905 como o Institute of Musical Art, só para estudos em música. O nome veio depois por causa de Augustus Juilliard, um comerciante de tecidos que morreu e deixou em seu testamento uma doação para o incentivo à música. Os administradores desse dinheiro fundaram em 1924 a Juilliard Graduate School. Em 1926, a Graduate School e o Institute of Musical Art fundiram-se e deram início a Juilliard School of Music, que tinha como presidente o  professor da Columbia University, John Erskine.

A divisão da dança surgiu em 1951. A primeira diretora foi Martha Hill, que reuniu um corpo docente com alguns dos melhores profissionais na dança moderna, como José Limon e Martha Graham. A escola tornou-se a primeira instituição de ensino importante a oferecer uma instrução com igual ênfase nas técnicas de ballet e no contemporâneo, o que na época foi uma ideia revolucionária. 

Hoje em dia, a Juilliard, que fica em Nova York, oferece formação em Dança, Teatro, Música e Artes Liberais. Este conceito de Artes Liberais eu nunca tinha ouvido falar aqui no Brasil Na prática funciona assim: eles oferecem matérias de antropologia, comunicação, história, filosofia, ciências políticas, matemática, psicologia, sociologia, Inglês e linguística, e você monta o seu currículo de acordo com seus interesses.

  

No caso da dança, são quatro anos de estudos, conduzindo a um diploma de Bacharelado em Belas Artes (para isso, além das matérias de dança, você tem que fazer 24 créditos das Artes Liberais) ou somente em um Diploma em Dança.

São 24 vagas por ano (12 femininas e 12 masculinas) para todos os candidatos. Não há distinção para os dois tipos de diploma. Para inscrever-se, você tem que preencher o formulário até o dia 1º de dezembro. Alunos estrangeiros têm também que enviar um teste que aprove a proficiência na língua (TOEFL) e também os documentos com traduções oficiais. A taxa de inscrição é de 60 dólares.

Depois desse formulário, a próxima etapa é uma audição presencial. Se você for estrangeiro, pode mandar um vídeo para eles avaliarem se vale a pena você ir até os Estados Unidos ou não. Acho justo, pois a pessoa nem se ilude e gasta muito dinheiro se não tem chances.


Lacroix, Swarovski & La Source


O famoso estilista francês, Christian Lacroix, em parceria com a Swarovski foi o responsável pelo figurino do ballet La Source. A loja doou mais 2 milhões de cristais para a criação de mais de 100 peças que misturam influências étnicas, classicismo e uma pitada de Hollywood. 

O espetáculo da Ópera Nacional de Paris é coreografado por Jean-Guillaume Bart. Criado em 1866, La Source é um ballet de Arthur Saint-Léon e Charles Nuitter – autor de Coppélia –, que contrasta o mundo real persa com o reino de elfos e ninfas. O espetáculo estreia hoje e vai até 12 de novembro, no total de 18 apresentações. No dia 04, o ballet será transmitido ao vivo em diversas salas de cinema da França, direto do Palais Garnier.



 

 

Por Fernanda Burigo

 

 


O ballet dos Pet Shop Boys


Pet Shop Boys com bailarinos do The Most Incredible Thing

Com 30 anos de carreira, a dupla Pet Shop Boys lança um trabalho diferente de tudo que eles já fizeram: uma trilha sonora para ballet. As músicas são uma mistura de eletrônica e clássica – para isso Neil Tennant e Chris Lowe gravaram junto com a orquestra Wroclaw Score. “O que queríamos fazer era uma narrativa com o tipo de estrutura de um ballet de Tchaikovsky ou Prokofiev, mas com a dança contemporânea”, afirma Tennant.

The Most Incredible Thing, baseado no conto de Hans Christian Andersen, narra a história de uma competição, em que o rei anuncia que quem inventasse a coisa mais incrível, ganharia a mão da princesa em casamento e metade do reino. O ballet é da companhia inglesa Sadler’s Wells, coreografado por Javier De Frutos.


Capa do CD The Most Incredible Thing

Por Fernanda Burigo


Coreô ama: Repetto

Todo mundo que já usou sapatilhas de ponta pelo menos uma vez sabe a magia que elas carregam. Quem não lembra quando comprou o primeiro par, que mal aguentava de ansiedade para chegar logo na aula e estreá-las. E depois, já em casa, ficava o dia todo na frente do espelho com elas nos pés, treinando os passés e soutenus. Na minha opinião, uma das marcas que mais entende esse espírito, pelo menos que consegue trasmiti-lo através das campanhas, é a  francesa Repetto.

O primeira ateliê do lado da Ópera de Paris foi criado em 1947 por Rose Repetto, mãe de ninguém menos que Roland Petit (nessas horas eu tenho certeza de que talento é hereditário! Haha) Em 1956, Rose criou um par especialmente para Brigitte Bardot, eternizado no filme “E Deus criou a mulher”.  Em 1959, abriu a primeira loja no endereço 22, rue de la Paix, lugar que virou ponto de referência para as maiores estrelas do ballet, como Béjart, Nouréev, Barychnikov, Gainsbourg. Até hoje essa loja continua lá, linda e encantadora, um must see para os amantes da dança que vão passear em Paris.

Sapatilhas Cendrillon nos pés de Brigitte Bardot 

Em 1999, Jean-Marc Gaucher tomou a frente da Repetto com o objetivo de dinamizá-la e trazer de volta a evidência de antes. Hoje, a marca é também um ícone fashion conhecido mundialmente. As sapatilhas, roupas e acessórios vestem bailarinas e it girls. Uma Repetto é, com certeza, um clássico inconturnable, como diriam os franceses. 

Quem quiser conhecer melhor a história, é só entrar no site. Tem uns vídeos muito legais  que mostram o processo de produção e uma linha do tempo com fotos. Nessas fotos de baixo dá para entender o tal do “espírito mágico” que eu disse no começo. Não que as outras marcas não sejam boas, mas a Repetto conseguem usar toda a sua tradição de uma maneira perfeita. Impossível não olhar as vitrines, as campanhas publicitárias e não ter vontade de sair correndo comprar alguma coisa, nem que seja um chaveirinho. 

Repetto na rue de la Paix, em Paris - a primeira loja ainda existe no mesmo local

Toda a decoração parece de um teatro mesmo. Linda, né?

Esse vídeo é uma campanha feita em 2010, dirigido por Jérôme Cassou, com a bailarina Eve Grinszstajn, do Ballet da Ópera de Paris. 


Por Ana Clara Montez


A nova propaganda da TV Sony Bravia traz bailarinos dançando nas ruas de Nova York. Com o tema “Rebirth of LED TV”, o vídeo mostra a melhor definição de contraste e cor. O comercial foi criado pela agência japonesa Frontage com a direção  de Daniel Askill.

**Lembrando também que a Coreô precisa da sua ajuda para terminar a primeira edição. Nosso projeto está inscrito no Catarse, uma plataforma colaborativa. Quer saber como colaborar? A gente explica neste post aqui.

Por Fernanda Burigo

 

Bolshoi da Rússia contrata o americano David Hallberg

Uma notícia causou burburinhos nos últimos dias: a primeira contratação de um bailarino estrangeiro pelo Ballet Bolshoi da Rússia. A novidade é porque o Bolshoi sempre fez o contrário, exportou talentos. Acho que um ponto interessante deste fato é que grandes bailarinos, como Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov, saíam da União Soviética por causa da repressão. Dançar em companhias estrangeiras era uma ótima oportunidade para mudar de vida. Agora, observamos esta mudança de fluxo - ainda bem! 

David Hallberg em Romeu e Julieta

© Copyright 2011 Ballet Theatre Foundation, Inc.

O eleito foi David Hallberg, 29 anos, primeiro bailarino do American Ballet Theater. Começou a dançar aos 13 anos no Arizona Ballet School, onde permaneceu por 4 anos fazendo treinos intensos para compensar o início “tardio”. Em 1999, foi aceito na escola do Ballet da Ópera de Paris. Ele integrou o corpo de baile do ABT em 2001, foi promovido para solista em 2004 e para primeiro bailarino em 2005. 

Isabella Boylston e David Hallberg em “Ballo Della Regina” 

Andrea Mohin/The New York Times

Ele vai estrear com o Bolshoi dia 4 de novembro, com Giselle, mas não deixará de vez o ABT. Cancelou compromissos, mas continua em algumas turnês da companhia americana no ano que vem. Na Rússia, David será partner de Natalia Osipova, com quem já dançou duas vezes, uma nos Estados Unidos, em 2009, e uma como convidado do Bolshoi, em 2010,  e também da prima ballerina Svetlana Zakharova.

Assista ao vídeo de Natalia Osipova e David Hallberg dançando Giselle na participação que ele fez no Bolshoi em 2010:

**Lembrando também que a Coreô precisa da sua ajuda para terminar a primeira edição. Nosso projeto está inscrito no Catarse, uma plataforma colaborativa. Quer saber como colaborar? A gente explica neste post aqui.


Por Ana Clara Montez